O patrono do Externato

O Papa João XXIII, com o nome de baptismos de Ângelo Roncalli, de origem humilde, nasceu a 25 de Novembro de 1881 em Sotto Il Monte (Itália) e morreu em 1963 devido a um cancro no estômago. Filho de uma família pobre, foi com grande sacrifício que pôde frequentar a escola primária da sua terra natal.

Os pais de João XXIII queriam que ele seguisse a tradição da família e que fosse camponês. No entanto ele queria era saber mais sobre Deus e a Igreja e por isso foi frequentar um seminário de Bergamo, para ser padre.

Era um jovem enérgico, preocupado com as pessoas mais pobres e todos o chamavam ''o nosso padrezinho''. Como tal, quando foi para a tropa, passou muitas noites junto das pessoas doentes, que precisavam do seu auxílio.

Depois de ajudar todos aqueles que sofriam na guerra, voltou para a sua Igreja.

Em 1921 teve início a segunda parte da sua vida, dedicada ao serviço da Santa Igreja. Tendo sido chamado a Roma pelo Papa Bento XV como presidente nacional do conselho das obras pontifícias para a propagação da Fé, percorreu muitas dioceses da Itália organizando círculos administrativos.

Em 1935 foi nomeado Delegado Apostólico na Turquia e na Grécia: era um vasto campo de trabalho. A Igreja tinha uma presença activa em muitos âmbitos da jovem república, que se estava a renovar e organizar. Monsenhor Roncalli trabalhou com intensidade ao serviço dos católicos e destacou-se pela sua maneira de dialogar e pelo trato respeitoso com os ortodoxos e os muçulmanos. Quando irrompeu a segunda guerra mundial ele encontrava-se na Grécia, que ficou devastada pelos combates. Procurou dar notícias sobre os prisioneiros de guerra e salvou muitos judeus com a ''permissão de trânsito'' fornecida pela Delegação Apostólica. Em 1944 Pio XII nomeou-o Núncio Apostólico em Paris.

Durante os últimos meses do conflito mundial, e um vez restabelecida a paz, ajudou os prisioneiros de guerra e trabalhou pela normalização da vida eclesial em França. Visitou os grandes santuários franceses e participou nas festas populares e nas manifestações religiosas mais significativas. Foi um observador atento, prudente e repleto de confiança nas novas iniciativas pastorais do episcopado e do clero na França. Distinguiu-se sempre pela busca da simplicidade evangélica, inclusive nos assuntos diplomáticos mais complexos. Procurou agir sempre como sacerdote em todas as situações, animado por uma piedade sincera que se transformava todos os dias em prolongado tempo a orar e meditar.

Em 1953 foi nomeado Cardeal e enviado a Veneza como Patriarca, realizando ali obra de sábio e empreendedor, dedicando-se totalmente ao cuidado das almas, seguindo o exemplo dos seus santos predecessores.

Depois da morte de Pio XII foi eleito Sumo Pontífice a 28 de Outubro de 1958 e assumiu o nome de João XXIII. O seu pontificado, que durou menos de cinco anos, apresentou-o ao mundo como uma imagem do Bom Pastor. Atento, empreendedor e corajoso, simples e cordial, praticou cristãmente as obras de misericórdia corporais e espirituais, visitando os encarcerados e os doentes, recebendo homens de todas as nações e crenças e cultivando um extraordinário sentimento de paternidade para com todos. O seu magistério foi muito apreciado.

Convocou o sínodo romano, instituiu uma Comissão para a revisão do Código de Direito Canónico e convocou o Concílio Ecuménico Vaticano II. Visitou muitas paróquias de Roma, sobretudo as dos bairros mais novos. O povo viu nele um reflexo da bondade de Deus e chamou-o ''o Papa da bondade''. Sustentava-o um profundo espírito de oração, e pessoa iniciadora de uma grande renovação na Igreja, irradiava a paz própria de quem confia sempre no Senhor. Faleceu na tarde do dia 3 de Junho de 1963.

Assim, João XXIII, pela sua bondade, tolerância, optimismo e brilhante personalidade, tornou-se num Papa muito querido por todos e um bom exemplo a seguir.

Gostámos de escolhê-lo para padroeiro do nosso Externato.